A História do Vidro
A história da descoberta do vidro é bem antiga, e os primeiros registros datam de 5000 a.C.; quando mercadores fenícios descobriram acidentalmente o novo material ao fazerem uma fogueira - na beira da praia - sobre a qual apoiaram blocos de nitrato de sódio ( que serviam para segurar suas panelas). O fogo, aliado à areia e a o nitrato de sódio, originou, pela primeira vez acredita-se, um líquido transparente, o vidro.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas "janelas". Em 300 d.C. o imperador Constantino passou a cobrar taxas e impostos aos vidreiros, tamanha a difusão e importância (lucratividade) do produto.
Entre 500 e 600 d.C., um novo método possibilitou a execução do vidro plano, por sopro de uma esfera e sua sucessiva ampliação por rotação em forno (até o século XIX, a maior parte da produção do vidro foi feita por este sistema).
Posteriormente, por volta de 1300, o vidro moldado à rolo foi introduzido em Veneza (técnica vinda do Oriente, através das Cruzadas). Assim a ilha de Murano notabilizou-se e especializou-se na produção artística do vidro, tendo aparecido nesta época o cristal.
Ainda nesta data, descobre-se um novo processo: por sopro de cilindros (que foi revolucionária para a produção de vidros planos). Por ação simultânea de sopro e força centrípeta, originária da movimentação do cano, obtinha-se um cilindro (50 cm de diâmetro por até três metros de comprimento); que depois era colocado em um forno ("estendeira") e deixado para estender.
Da Idade Média em diante, a fabricação do vidro tem sido um assunto de peritos guardado com ciúmes contra restrições familiares e espionagem industrial.
A introdução de técnicas francesas na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX, por exemplo, foi feita somente com grande dificuldade.
A introdução do vidro "crown" trefilado foi realizada por volta de 1680 por John Bowles com suborno e roubo da França e a British Cast Plate Glass Company, estabelecida em Ravenhead St. Helensm em 1773, perto das jazidas de areia de Cheshire, dependia da habilidade importada da França. A primazia inicial da França foi exemplificada pela Compagnie de St. Gobain, instalada há cerca de 300 anos, para envidraçar o Palácio de Versalhes.
A associação de Robert Lucas Chance com Georges Bontemps da França era necessária para que Bontemps persuadisse artesãos franceses relutantes a divulgar seu conhecimento da fabricação com cilindro soprado em 1832. Sem esse conhecimento, o contrato para o Palácio de Cristal e, talvez, mesmo a direção da tecnologia podiam ter seguido outros caminhos.

Desenvolvimento
Durante o Império Romano, houve um grande desenvolvimento dessa atividade, com apogeu do século XIII, em Veneza. Após incêndios provocados pelos fornos de vidro da época, a indústria de vidros foi transferida para Murano, ilha próxima de Veneza.

As vidrarias de Murano produziam vidros em diversas cores, um marco da história do vidro, e a fama de seus cristais e espelhos perduram até hoje.
A França já fabricava o vidro desde a época dos romanos. Porém, só no final do século XVIII foi que a indústria prosperou e alcançou um grau de perfeição notável. Em meados desse século, o rei francês Luís XIV reuniu alguns mestres vidreiros e montou a Companhia de Saint-Gobain, uma das mais antigas empresas do mundo, hoje, uma companhia privada.
A indústria moderna do vidro surgiu com a revolução industrial e a mecanização dos processos. Nos anos 50, na Inglaterra, a Pilkington inventou o processo para produção do vidro Float, conhecido também como cristal, que revolucionou a tecnologia dessa próspera indústria.

Definição
O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa a base de sílica em fusão.
Sílica ( SiO2) - Matéria prima básica (areia) com função vitrificante. - Potássio (K2O) - Alumina (Al2O3) Aumenta a resistência mecânica. - Sódio (Na2SO4) - Magnésio (MgO) Garante resistência ao vidro para suportar mudanças bruscas de temperatura e aumenta a resistência mecânica. - Cálcio (CaO) Proporciona estabilidade ao vidro contra ataques de agentes atmosféricos.

Principais Qualidades e Características
Composto basicamente por areia derretida (sílica) e componentes que aumentam sua resistência mecânica e química contra esforços e intempéries, o vidro é classificado segundo a segurança, isolamento acústico, resistência e controle solar que proporciona. Outros materiais podem substituir o vidro no que se refere à transparência, mas nunca com relação à durabilidade.
As juntas do vidro são mais complexas que de outros materiais, por não tolerar o contato direto com o metal, ou mesmo com outra lâmina, exigindo a atuação de componentes elásticos de transição, como o silicone de vedação.

Com relação ao sistema de fixação, o vidro pode ser encaixilhado com perfis de alumínio, baguete e presilhas, ou simplesmente colado na estrutura com silicone estrutural, num sistema conhecido como ‘glazing’. Por ser mais pesado, o vidro necessita de uma estrutura de apoio mais reforçada do que materiais como o policarbonato e o acrílico.

A sucata de vidro, limpa e selecionada, é usada para auxiliar a fusão.
Os vidros coloridos são produzidos acrescentando-se à composição corantes como o Selênio (Se), Óxido de Ferro (Fe2O3) e Cobalto (Co3O4) para atingir as diferentes cores.

Mesmo respeitando os limites impostos pela definição e focalizando somente os materiais vítreos de óxidos (vidros), observa-se uma extensa faixa de propriedades. Tal variabilidade torna os vidros extremamente atraentes, tanto do ponto de vista científico quanto do tecnológico. Possui enorme variabilidade e flexibilidade de propriedades físico-químicas, aliada a possibilidade de ainda se testar um número infinito de composições, pois esses materiais são "soluções sólidas" de estrutura desordenada que, portanto, podem aceitar monotonicamente quaisquer elementos químicos em sua estrutura.

Reciclabilidade
Transparência (permeável à luz)
Dureza
Não absorvência
Ótimo isolador dielétrico
Baixa condutividade térmica
Recursos abundantes na natureza
Durabilidade.

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